Bloco está preocupado com consequências dos problemas informáticos na atividade clínica do hospital

O Bloco de Esquerda considera que a situação provocada pelas falhas no sistema informático do Hospital do Divino Espírito Santo é muito grave e enviou hoje um requerimento com perguntas ao Governo Regional pedindo esclarecimentos sobre esta situação. Entre outros aspetos, o Bloco quer saber quais as consequências para a atividade clínica do hospital e quais as entidades responsáveis pela manutenção e pela segurança dos sistemas informáticos que foram alvo de ataque.

No espaço de menos de um mês, o HDES registou dois momentos de graves problemas no sistema informático que provocaram fortes constrangimentos na sua atividade clínica, sendo que atualmente os problemas se prolongam há mais de uma semana.

O Bloco de Esquerda lamenta a falta de transparência do Conselho de Administração do hospital, que, num momento em que já era do conhecimento público o adiamento de muitas consultas, as dificuldades em aceder a exames e a impossibilidade de os médicos passarem receitas, por exemplo, ainda insistia não haver “quaisquer cancelamentos ou adiamentos na atividade do Hospital” a assinalar, como revelou reportagem da RTP.

O Bloco de Esquerda pretende, por isso, saber quais as consequências do ataque no funcionamento do HDES, relativamente à atividade assistencial: quantas consultas foram canceladas ou adiadas? Quantos exames foram cancelados ou adiados? Que procedimentos e atos clínicos e administrativos ficaram prejudicados ou impedidos de serem realizados durante as falhas no sistema?

Além de perceber o impacto que este problema está a ter na resposta aos utentes, o Bloco quer saber, não só, que medidas estão a ser implementadas para resolver os problemas, mas também que medidas concretas foram implementadas logo após o primeiro ataque informático reportado no dia 31 de maio, uma vez que o Conselho de Administração do hospital refere que os “primeiros relatórios” sobre o primeiro ataque revelaram “situações de enorme fragilidade”.

Tendo em conta que vários dos sistemas informáticos do HDES são disponibilizados por empresas mediante contratos, importa também perceber o papel dessas mesmas empresas na garantia de funcionamento da infraestrutura informática.

Tratando-se de um ataque informático, o Bloco quer também saber se os atacantes revelaram as suas motivações, e se foi pedido algum resgate para o regresso à normalidade do sistema, e em que data foi apresentada queixa no Ministério Público pelo HDES referente a estes ataques informáticos.

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