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Bloco lamenta que complemento remuneratório para a RIAC não responda às reivindicações dos trabalhadores

O Bloco de Esquerda lamenta que o suplemento remuneratório para os trabalhadores da RIAC aprovado hoje no parlamento não responda às reivindicações dos trabalhadores. A proposta do Bloco que determinava a aplicação de um aumento de 25% foi rejeitada. Ainda assim, António Lima destacou a importância da iniciativa do Bloco porque levou a que os partidos da coligação, já durante o plenário, fizessem uma alteração à sua proposta, aumentando o valor da compensação remuneratória para se aproximarem dos valores que o Bloco defendia.

“Se ficássemos quietos, seriam os trabalhadores a perder”, disse o líder parlamentar do Bloco de Esquerda, que acrescentou que a proposta apresentada pelo Bloco de Esquerda – igual à que os trabalhadores propuseram ao Governo através dos sindicatos – teve o efeito de fazer evoluir a proposta que acabou por ser aprovada com um valor superior ao que estava inicialmente previsto.

António Lima criticou ainda o facto de o suplemento remuneratório ser atribuído de forma faseada ao longo dos próximos três anos, atingido o valor total apenas no terceiro ano: “Se o complemento remuneratório é justo e necessário, porque é que não se aplica já a partir de 2022 na sua totalidade e é preciso esperar até 2024?”.

O Bloco de Esquerda considera que o salário que os trabalhadores da RIAC recebem é muito baixo em relação à complexidade e à responsabilidade dos serviços que prestam, por isso apresentou esta proposta de criação de um suplemento remuneratório.

“As diversas áreas que constituem o trabalho dos assistentes técnicos das lojas RIAC subdividem-se em 315 diferentes tipos de serviço, cada um dos quais com especificidades e dificuldades próprias, impondo uma exigente disponibilidade mental destes trabalhadores, para que a sua atividade seja prestada com qualidade”, assinalou António Lima.