O Bloco lamenta que o Serviço Regional de Saúde seja hoje “o campo de batalha entre o CDS e PSD”, que estão já “a pensar em eleições em vez de pensar na vida das pessoas”.
Hoje, num debate sobre o estado da Saúde, António Lima alertou para o crescimento das listas de espera para cirurgia e para o aumento dos tempos médios de espera e considerou urgente avançar com a requalificação do HDES, investir na modernização do Serviço Regional de Saúde e criar medidas de incentivo à fixação de profissionais de saúde.
O Bloco considera que discutir a existência de um hospital central – conceito que não existe na legislação regional, nem nacional – “é um debate estapafúrdio”, e que o que é importante é reorganizar o SRS “para o tornar mais eficiente e para responder melhor às pessoas”.
Isso passa por apostar “nos três hospitais – cuja diferenciação deve ser a maior possível que as condições objetivas permitam a cada momento – e nas unidades de saúde de ilha e, principalmente, na sua ligação e articulação”.
António Lima salientou que, dois anos depois do incêndio que afetou o HDES, “assiste-se a uma degradação da resposta na saúde nunca vista”, e refere mesmo que “os dados disponíveis são verdadeiramente preocupantes”.
“2024 foi o ano do incêndio e 2025 devia ter sido o ano da recuperação”, mas os dados mostram que a lista de espera cirúrgica aumentou no SRS em 2025 relativamente a 2024, que a produção total no SRS caiu e que o Tempo Médio de Espera dos operados subiu, assinalou o deputado.
O Bloco insiste que estes maus indicadores de acesso à saúde são também resultado das más opções feitas pelo governo após o incêndio no HDES, nomeadamente a opção pela construção do hospital modular em vez da reabertura imediata de todo o HDES para posteriormente preparar a sua requalificação profunda.
António Lima considerou ainda que a polémica estéril sobre a denominação de “hospital central” é apenas uma disputa entre interesses económicos privados que se querem apoderar do orçamento do Serviço Regional de Saúde.