Bloco quer que governo concretize já em 2026 medidas previstas no Plano de Combate à Pobreza

O Governo Regional elaborou Plano Regional para a Inclusão Social e a Cidadania (PRISC) que pretende reduzir a pobreza monetária em 40% até 2028, mas o Plano e Orçamento para 2026 não contempla qualquer medida prevista no PRISC. O Bloco de Esquerda vai apresentar uma proposta de alteração ao Orçamento para que, já em 2026, sejam concretizadas medidas como os apoios previstos no PRISC dirigidos aos idosos e aos jovens até aos 18 anos.

“Como é que o governo explica que na região mais pobre do país não haja medidas para concretizar o Plano que o próprio governo elaborou para combater a pobreza?”, questionou o deputado António Lima.

Em relação à Saúde, o Bloco lamenta que a secretária regional se contente em celebrar o facto de a situação estar a piorar a um ritmo mais baixo: “O governo diz que está a reduzir o agravamento, ou seja, estamos a cair por um precipício, mas estamos a cair mais devagar”.

Os dados mostram que há um aumento das listas de espera cirúrgicas e um aumento do tempo médio de resposta, e isto está diretamente relacionado com a diminuição de médicos e enfermeiros: “Não se fazem omeletes sem ovos: se há menos recursos, há menos produção”, apontou António Lima.

Efetivamente, de acordo com dados da Direção Geral do Emprego Público entre março de 2022 e setembro de 2025 existem menos 149 médicos e menos 120 enfermeiros no Serviço Regional de Saúde.

O Bloco critica a falta de investimento na Saúde e os sucessivos adiamentos – como os centros de saúde da Ribeira Grande e Lajes do Pico e o novo HDES – que deixam a população sem uma resposta adequada.

António Lima anunciou também que o Bloco vai apresentar uma proposta para impedir a privatização do Serviço de Hemodiálise do HDES.

O mês passado, o Bloco denunciou que o anúncio da privatização do serviço de hemodiálise do hospital de Ponta Delgada coincidiu com a existência de um projeto privado para a construção de um “Centro de Cuidados Renais” por uma empresa regional detida por um familiar da presidente do Conselho de Administração, “que tem a responsabilidade de gerir o HDES e tomar decisões estratégicas”.

O Bloco não esqueceu os trabalhadores das IPSS, que estão sem receber subsídio de natal, e exigiu que o governo tome medidas para resolver este problema.

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