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Bloco quer que o Governo clarifique todas as condições associadas ao transporte de doentes das ilhas sem hospital pela SATA

O Bloco de Esquerda quer que o Governo Regional clarifique as condições do transporte de doentes das ilhas sem hospital que é assegurado pela SATA, nomeadamente, quantos lugares estão assegurados por voo, até quantas horas antes do voo estes lugares estão bloqueados e se estão definidos períodos máximos de espera para transporte de doentes em função da gravidade da situação clínica.

O requerimento enviado hoje ao Governo refere um caso concreto que ocorreu recentemente na Graciosa, revelado pela comunicação social, mas o Bloco salienta que na altura de verão as queixas sobre as dificuldades nas transferências de doentes de ilhas sem hospital para ilhas com hospital são recorrentes.

Sobre a situação concreta ocorrida na Graciosa, o Bloco quer saber o que motivou o tempo de espera de dois dias para o transporte da utente que, de acordo com as informações que vieram a público, tinha múltiplas fraturas.

O Bloco salienta que o transporte de emergência médica e de doentes que se deslocam das ilhas sem hospital para as ilhas com hospital para a realização de exames e tratamentos é um serviço público fundamental prestado pela SATA que não pode, de forma alguma, ser posto em causa, quaisquer que sejam as condicionantes operacionais que derivam do aumento do número de passageiros nos voos inter-ilhas ou por qualquer outra razão.

Em resposta a um anterior requerimento do Bloco de Esquerda sobre situações semelhantes, em 2017, o governo em funções na altura referiu que a SATA assegurava o bloqueio de dois lugares por voo, das ilhas sem hospital para a ilha do hospital de referência até 12 horas antes da partida. No entanto, em março de 2020, foi anunciado que a SATA passaria a assegurar três lugares para o transporte de doentes não urgentes nos voos inter-ilhas.

O deputado e a deputada do Bloco de Esquerda consideram, por isso, importante que o Governo esclareça a população sobre as condições exatas em que se processa este transporte de doentes pela SATA.

“Como pretende o Governo Regional resolver a falta de lugares nos voos da SATA para garantir o transporte de doentes de ilhas sem hospital para ilhas com hospital, assim como para o seu regresso à ilha de residência?”, é outra das perguntas do requerimento.