O Bloco de Esquerda pede mais transparência no processo de privatização da SATA Internacional e quer saber que empresas ou consórcios foram convidados a apresentar propostas para comprar a companhia aérea regional.
De acordo com a própria companhia aérea, numa primeira fase surgiram 8 manifestações de interesse. Destes 8 interessados, apenas 6 foram convidados a apresentar uma proposta não vinculativa. Hoje, sabe-se que houve uma desistência, tendo sido apresentadas 5 propostas não vinculativas.
O Bloco de Esquerda lamenta a opacidade do processo de privatização da SATA Internacional e considera que a divulgação das empresas e consórcios interessados neste negócio não provoca qualquer constrangimento no processo.
Não há, por isso, qualquer motivo que justifique que a administração da SATA e o Governo continuem a esconder os nomes das empresas e consórcios que querem comprar a SATA.
A título de exemplo, no processo de privatização em curso da TAP, foram divulgadas as companhias aérea que apresentaram propostas não vinculativas.
A SATA é uma companhia 100% pública, e os seus acionistas são os açorianos, que merecem conhecer os contornos dos negócios que estão a ser feitos com a sua companhia aérea.
Recorde-se que noanterior processo de privatizaçãoda SATA, o júri acabou por considerar que a proposta vinculativa apresentada pelo concorrente que chegou à fase final não defendia os interesses da SATA nem da Região.