Bloco quer saber se o Governo Regional mantém confiança no conselho de administração do HDES depois de condenação em tribunal

O Hospital do Divino Espírito Santo acaba de ser condenado em tribunal pelo despedimento ilegal do anterior diretor de informática. O Bloco de Esquerda, que já tinha classificado este despedimento como ilegal e desumano, quer saber se o Governo Regional mantém a confiança no conselho de administração do HDES.

O Bloco de Esquerda salienta que o anterior diretor de informática do hospital de Ponta Delgada foi sujeito a um julgamento em praça pública que é inadmissível num Estado de Direito, ainda menos num serviço da administração pública.

Agora que a Justiça deu razão ao trabalhador em questão, o Governo Regional tem de esclarecer se se mantém – como até agora – ao lado deste conselho de administração, ou se esta situação vai ter alguma consequência.

Em novembro do ano passado, após audição da presidente do conselho de administração do HDES no parlamento sobre vários problemas relacionados com aquela instituição, o Bloco de Esquerda classificou o despedimento do anterior diretor de informática como “ilegal – porque não cumpriu o aviso prévio de 60 dias que consta do contrato” – e um “procedimento desumano” porque o trabalhador foi expulso de forma ostensiva, acompanhado por seguranças.

“Se o governo mantém a confiança neste conselho de administração, será o governo a assumir toda a responsabilidade perante o que acontecer daqui em diante”, alertou, na altura, António Lima.

Entretanto, o HDES deu nota da contratação de um novo diretor de informática, indicado que o mesmo cooperou com o hospital desde 2021 como assessor externo do conselho de administração para as áreas das Tecnologias e Segurança da Informação.

Perante esta informação, o Bloco de Esquerda considera que importa conhecer a relação contratual atual e passada entre o HDES e o novo diretor de informática e o método de contratação, tendo em conta o despedimento do anterior diretor de informática, que o tribunal acaba de confirmar ter sido ilegal.

Assim, num requerimento enviado ontem ao Governo Regional, o Bloco de Esquerda pergunta qual o valor total pago ao novo diretor de informática enquanto assessor externo do conselho de administração até ao início de funções enquanto diretor de informática, e se foi realizado um concurso publico para a recrutar o atual diretor de informática.

O Bloco pede ainda cópia do contrato que suportou a relação entre o HDES e o atual diretor de informática quando desempenhava funções de assessor externo do conselho de administração, assim como cópia do contrato de trabalho do novo diretor de informática.

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