O Bloco de Esquerda tem conhecimento de doentes deslocados que estão a receber tratamentos no Serviço Nacional de Saúde que enfrentam grandes dificuldades em pagar alojamento. Por isso, o Bloco enviou um requerimento ao governo para saber que respostas existem e quando será encontrada uma solução idêntica à que existe na cidade do Porto.
Em julho de 2022 foi inaugurada pelo Governo Regional dos Açores uma residência para acolhimento de doentes deslocados na cidade do Porto. Nesta ocasião, o vice-presidente do governo disse, em declarações à comunicação social que Lisboa seria “o próximo passo”.
“Vamos agora consolidar aqui o Porto e procurar, depois, no âmbito da igualdade de oportunidades, também um alojamento condigno em Lisboa”, acrescentou, na altura, o vice-presidente do Governo.
Passados 14 meses sob estas declarações não houve novidades sobre o assunto.
Por isso, o Bloco de Esquerda pergunta ao governo que contactos foram efetuados e com que entidades no sentido de cumprir o objetivo de encontrar uma residência para acolher doentes deslocados dos Açores em Lisboa.
“Qual é, ao momento, a resposta dada aos doentes deslocados em Lisboa, em matéria de alojamento?”, pergunta ainda o Bloco.
No documento enviado ao governo, o Bloco refere que tem conhecimento de pessoas que se encontram deslocadas para consultas, exames complementares de diagnóstico e para tratamentos no Serviço Nacional de Saúde, na cidade de Lisboa, que não conseguem encontrar um local para estadia a preços comportáveis.
“Quando estas pessoas procuram assistência social é-lhes dada uma lista com residenciais, hostels e hotéis, cujos preços são muito elevados. Muitas vezes estas pessoas acabam por se ver obrigadas a optar por uma alimentação de baixo valor nutricional, de forma a fazer frente às dificuldades económicas”, acrescenta o Bloco.