No seguimento de alertas feitos por trabalhadores da Atlânticoline em relação ao estado de conservação de estruturas de amarração no Porto da Madalena, que já mereceram a atenção da empresa de transporte marítimo, bem como da Portos dos Açores, o Bloco solicita ao Governo esclarecimentos, nomeadamente sobre as medidas preventivas que estão a ser implementadas e sobre o calendário previsto para a implementação das medidas adicionais já anunciadas.
Na sequência das preocupações manifestadas por trabalhadores da Atlânticoline, a empresa esclareceu que tem acompanhado a situação em articulação com a Portos dos Açores e que foram adotadas medidas preventivas, nomeadamente a utilização de apenas um cabo no cabeço em causa, diminuindo a tensão aplicada sobre a estrutura, bem como a possibilidade de realização da operação no cais antigo sempre que os mestres o considerem necessário e adequado.
Já a Portos dos Açores afirmou não existir um estado de degradação que coloque em risco a segurança de passageiros ou profissionais no Terminal Marítimo João Quaresma, sustentando que as infraestruturas são alvo de monitorização e inspeções técnicas regulares.
No entanto, a própria empresa reconheceu que, numa inspeção realizada em 2025, foram identificados sinais de desgaste acelerado em alguns cabeços, tendo a capacidade de carga sido ajustada de 50 para 40 toneladas como medida preventiva e de gestão de risco, e anunciou que seria instalado um cabeço adicional com capacidade para 30 toneladas.
Além disso, a Portos dos Açores afirmou que seria iniciado o procedimento para a reparação dos cabeços existentes para repor a sua capacidade de carga nas 50 toneladas e para a instalação de dois cabeços adicionais de 75 toneladas.
Num requerimento enviado hoje ao Governo Regional, o Bloco pergunta qual o calendário previsto para a entrada em funcionamento de cada um destes cabeços de amarração – 30, 50 e 75 toneladas – e em que ponto se encontra o procedimento anunciado.
“Que medidas estão previstas para garantir, até à conclusão das intervenções anunciadas, a segurança, a regularidade e a previsibilidade da operação dos navios que asseguram a ligação marítima Pico-Faial?”, questiona ainda o Bloco.
O Bloco quer também saber se há registo de situações semelhantes de desgaste, limitação de capacidade ou alteração de procedimentos de amarração noutros portos sob a alçada da Portos dos Açores.
O requerimento assinado pelo deputado António Lima, procura obter também mais informação sobre o processo que levou deteção dos problemas já identificados.
O Terminal Marítimo João Quaresma, no Porto da Madalena, constitui uma infraestrutura essencial para a mobilidade marítima entre as ilhas do Pico e do Faial, assegurando uma ligação regular de passageiros, viaturas e mercadorias no Canal.