O Bloco de Esquerda voltou hoje a questionar o Governo Regional sobre a revisão das assimetrias remuneratórias na carreira de enfermagem, após vários profissionais continuarem sem qualquer resposta dos serviços competentes. Estão em causa situações de enfermeiros com maior antiguidade que auferem remunerações inferiores às de colegas com menos anos de carreira, com diferenças que podem atingir várias centenas de euros mensais.
Em resposta a um requerimento anterior apresentado pelo Bloco de Esquerda, o Governo comprometeu-se a realizar um levantamento nominal das situações reportadas por enfermeiros que identificam inversões remuneratórias ou diferenças salariais injustificadas entre colegas com distintos tempos de serviço. Garantiu igualmente a verificação das razões legais que possam justificar eventuais discrepâncias e a adoção de medidas corretivas nos casos em que estas fossem confirmadas.
Apesar desse compromisso, há enfermeiros que aguardam há mais de um mês pela confirmação da sua inclusão no levantamento anunciado pelo governo.
As disparidades salariais sem qualquer fundamentação legal alimentam um sentimento de injustiça, desvalorização profissional e falta de reconhecimento do percurso laboral destes trabalhadores, agravando a perceção de desigualdade dentro da carreira de enfermagem.
Face à ausência de resposta e ao atraso na operacionalização do processo anunciado, o Bloco de Esquerda exige esclarecimentos sobre os motivos que justificam a falta de resposta aos enfermeiros que solicitaram a sua inclusão no levantamento nominal, os prazos previstos para a sua conclusão e comunicação aos profissionais, o estado atual da revisão das situações reportadas e as medidas adotadas para garantir que todos os enfermeiros que apresentaram queixas são devidamente considerados.
Para o Bloco de Esquerda, é imperativo que este processo avance sem mais demoras, sob pena de se perpetuarem desigualdades salariais que comprometem a justiça, a transparência e o respeito pela carreira de enfermagem nos Açores.