Coligação e Chega estão a criar clima de suspeição e perseguição sobre professores, assistentes operacionais e médicos

Bloco de Esquerda critica partidos da coligação por aprovar proposta do Chega sobre “baixas fraudulentas” que cria um “estigma e um clima de suspeição e de perseguição inadmissível” em relação a professores, assistentes operacionais e médicos dos Açores.

Além de perseguir professores, assistentes operacionais das escolas e médicos, ao apoiar a proposta do Chega, os partidos da coligação também assumem que o governo não está a cumprir a legislação em vigor relativamente à fiscalização das baixas médicas.

António Lima lembrou que o presidente do governo regional foi o primeiro a levantar esta suspeita quando numa entrevista à RTP Açores, em dezembro de 2024, a uma pergunta sobre a dificuldade do governo em resolver a falta de assistentes operacionais nas escolas, respondeu o seguinte: “há um absentismo laboral, por razões de saúde, que espero bem que não seja fraudulento e que provoca distúrbio”.

“Quando é o próprio presidente do governo a lançar a suspeita de que os trabalhadores da administração pública têm baixas fraudulentas é porque o Chega já chegou à presidência do governo”, apontou o deputado do Bloco, acrescentando que “o PSD, o PPM e o CDS deviam ter vergonha de apoiar um presidente do governo que diz uma coisa destas”.

António Lima salienta que não existem dados que permitam comparar o número de baixas com outros sectores, quer no público, quer no privado, nem a sua evolução ao longo dos anos, nem a relação entre o número de baixas e a média de idades de cada setor, o que só demonstra que há uma intenção de perseguir estes profissionais.

O deputado deixou claro que, sobre a fiscalização das baixas médicas, “o Bloco defende o estrito cumprimento da lei”.

Ao aprovar a iniciativa do Chega sobre baixas fraudulentas, os partidos do governo assumem que a legislação em vigor não está a ser cumprida.

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