O problema da toxicodependência tem que ter uma abordagem do ponto de vista social e de saúde pública, por isso o Bloco defende que, a par da aposta na prevenção, é necessário implementar programas de consumo assistido para retirar os consumos das ruas e permitir uma intervenção de proximidade.
“É mais do que tempo de se aproximar os serviços de saúde dos consumidores porque é assim que se consegue mitigar os danos e afastar os consumos das ruas, que causa problemas às comunidades” e permite também mais rapidamente identificar as substâncias novas para que possa haver uma intervenção atempada das autoridades, afirmou o deputado António Lima.
Num debate sobre dependências, o deputado do Bloco manifestou preocupação pelos atrasos do governo no pagamento às instituições que fazem tratamentos na área da toxicodependência, uma situação que já aconteceu em mais do que uma ocasião, e que já levou estas instituições a ameaçarem com a suspensão dos tratamentos.
“Não podemos chegar ao ponto de ser preciso vir para a praça pública” para o governo pagar os seus compromissos, lamentou António Lima.
O Bloco alertou também para os problemas criados pelo jogo online e pelo uso excessivo das redes sociais, que não só estão a criar novos problemas de dependência, que geram ansiedade, mas também estão a levar à disseminação de conteúdos “machistas e misóginos que desprezam as mulheres e querem as mulheres com seres subalternos”.
Este novo problema afeta principalmente os jovens, por isso “é fundamental atuar rapidamente ao nível das escolas”, defendeu António Lima.