O candidato do Bloco de Esquerda à câmara municipal de Ponta Delgada esteve no local em que “paira o fantasma do Azores Aquarium”, projeto que, a ser concretizado, será um atentado a vários níveis: ao urbanismo, ao bem-estar animal, e à democracia.
Jorge Kol de Carvalho, lembra o apoio expressivo da população às petições contra a construção deste aquário para assinalar a importância da participação cívica, e considerou que o poder público tem que respeitar a opinião dos cidadãos.
No que diz respeito ao edifício, e ao seu enqudramento na zona envolvente, Jorge Kol de Carvalho, arquiteto, é perentório: “Trata-se de um processo desadequado ao porto, à Avenida Marginal, e à Cidade, elegendo um edifício despropositado para o local, de arquitectura muito pouco interessante, que na sua exagerada volumetria afronta a Avenida Marginal, fechando os quadrantes de paisagem, conduzindo-a a um espaço canal”.
O aparecimento do projeto do Azores Aquarium mostrou que há um problema naquela área da cidade: “a fragilidade e inexistência de documentos de gestão territorial que se lhe apliquem”.
O candidato do BE considera ainda que o conceito de turismo de natureza, que a Região deve explorar, não se concretiza “artificializando o meio aquático e inibindo o seu conhecimento e experimentação direta”, nem através da manutenção de animais em cativeiro.