Deputada municipal do BE defende mais recursos para área social em Ponta Delgada e está preocupada com “criminalização da pobreza”

O Bloco de Esquerda defende que a Câmara Municipal de Ponta Delgada deve alocar os recursos financeiros e humanos necessários para combater a pobreza e melhorar a vida das pessoas que estão nesta situação de grande fragilidade. Avelina Ferreira, deputada municipal do Bloco, partilha as preocupações das juntas de freguesia do centro da cidade relativamente às pessoas sem-abrigo ou em situação de toxicodependência, mas não aceita a "criminalização da pobreza”.

Num requerimento enviado ao executivo liderado por Pedro Nascimento Cabral, a deputada municipal do Bloco de Esquerda pergunta quais são os planos concretos da autarquia para enfrentar o combate aos problemas de natureza social que existem no concelho.

“Recentemente os meios de comunicação social noticiaram que as juntas de freguesia da cidade de Ponta Delgada se uniram com o objetivo de combaterem a mendicidade pública e o assédio de pessoas que se recusam a dar esmolas. Estas juntas de freguesia apresentaram também a sua preocupação em relação a pessoas sem abrigo e a pessoas toxicodependentes em público”, lê-se no requerimento.

“O Bloco de Esquerda Ponta Delgada também está atento a estas situações de pobreza extrema e de fragilidade, mas preocupa-nos a possível criminalização da pobreza. Defendemos que haja recursos financeiros e humanos suficientes para melhorar as condições de vida dessas pessoas”, concluiu a deputada municipal Avelina Ferreira.

Explicações sobre problemas de contaminação de água canalizada nos Ginetes

Avelina Ferreira enviou também um requerimento ao executivo da autarquia a pedir explicações sobre a contaminação da água na freguesia dos Ginetes por bactérias coliformes (e-coli) nos passados dias 22 e 25 de outubro.

A deputada municipal do Bloco de Esquerda alerta para a gravidade desta contaminação para a saúde pública e quer saber “por que razão os Serviços Municipalizados da Câmara Municipal de Ponta Delgada levaram mais de 72 horas para intervir” e pergunta ainda que medidas foram implementadas para evitar futuras contaminações de água canalizada no concelho.

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