“Os Açores continuam a ser a região do país com a taxa de desemprego mais elevada, e a descida de umas décimas não não nos tranquiliza. Continuam no desemprego, e numa situação de pobreza, milhares de açorianos”, lamentou esta tarde a coordenadora do BE/Açores, Lúcia Arruda.
De visita ao projecto “Sertã Solidária” – da Cresaço e Associação Novo Dia - a líder do BE/Açores defendeu o aumento dos apoios públicos às Instituições Particulares de Solidariedade Social, para que possam dar resposta às necessidades dos seus utentes. Este projecto chega a 260 pessoas, através da distribuição de alimentos, mas, por falta de recursos, muitos ficam de fora, e o serviço não é prestado ao sábado e domingo.
O BE defende a criação de mecanismos regionais que minimizem a pobreza, como é o caso do Rendimento Social dos Açores, uma proposta do BE que pretende que os cortes no RSI feitos pelo Governo da República sejam compensados pelo Governo Regional, lembrou a coordenadora do BE, considerando ser “preciso dar uma resposta a quem perdeu o acesso a este rendimento, porque a maioria dos beneficiários do RSI são adultos com salários muitos baixos, e principalmente idosos e crianças”.
O BE insiste na prioridade de avançar com um verdadeiro plano de requalificação urbana, o que iria contribuir para a criação de muitos postos de trabalho em toda a Região, e defende que, no âmbito do próximo Quadro Comunitário de Apoio sejam aprovados apenas projectos com efeitos económicos e sociais reprodutivos, ou seja, acabar com os apoios de milhões para empresas que praticamente não contribuem para a criação de emprego.