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Encerramento do curso de Ciências Agrárias põe em causa tripolaridade da UAç

 

As notícias recentes que dão conta do encerramento de cursos na Universidade dos Açores são mais um sinal do processo contínuo de desinvestimento na educação, com consequências, ainda mais graves, na Região.

Para o BE/Açores, o desinvestimento na Universidade dos Açores é incompreensível e prova a ausência de sensibilidade relativamente à realidade da Região, pois coloca em causa a investigação científica em áreas de excelência, com ligações muito significativas à agricultura e agropecuária, um dos pilares das economia açoriana.

As recentes notícias contraditórias sobre o futuro do curso de ciências agrárias, no Campo de Angra do Heroísmo, da Universidade dos Açores, são o exemplo mais recente de uma política economicista que desconsidera a realidade regional e local.

A Universidade dos Açores é fundamental não só para a criação de valor acrescentado à produção agrícola e agropecuária, mas também na formação de Recursos Humanos afetos a este setor.

É reconhecida a ligação e a mais valia da investigação científica produzida na Universidade dos Açores através do seu Departamento de Ciências Agrárias, na atividade agrícola da Região, a qual terá a sua importância acrescida, num período em que os Açores terão de repensar o futuro do setor, pós-quotas leiteiras, em que a produção agrícola terá de ser, forçosamente, valorizada.

A confirmar-se o encerramento do curso de ciências agrárias, é o futuro do Campo de Angra do Heroísmo que estará em causa, assim como a tripolaridade da Universidade dos Açores.

Numa região arquipelágica, a tripolaridade não é um luxo, mas antes uma necessidade que ganha premência com a crise vivida e que tem vindo a limitar o acesso dos açorianos ao ensino superior. É pois, neste contexto que a Universidade dos Açores adquire ainda maior relevância, numa Região, em que a população ativa é, ainda, pouco qualificada

Para o BE/Açores é urgente defender o futuro da Universidade dos Açores. Um futuro que não pode continuar dependente de redes de influência informais, sem compromissos assumidos e clarificados.