Falta de gás nas Flores é inadmissível. Bloco quer que governo explique planos para evitar futuras roturas de bens essenciais.

O Bloco de Esquerda não compreende como foi possível o governo deixar a situação do abastecimento da ilha das Flores chegar ao ponto de faltar um bem essencial como o gás e quer que o governo informe a população de todas as soluções que tem para que o problema não volte a acontecer nos próximos anos, enquanto decorre a obra de reconstrução do porto das Lajes, que está destruído desde 2019, devido à passagem do furacão Lorenzo.

O Bloco compreende as dificuldades logísticas que a atual situação do porto das Lajes coloca à operação para garantir o regular abastecimento da ilha das Flores, mas considera que só a desorganização ou uma desvalorização da situação por parte do governo levaram à atual situação.

O governo devia ter – e tem que ter a partir de agora – um plano que assegure o abastecimento dos bens essenciais antes de eles desaparecerem do mercado.

A solução de abastecimento de gás por um semirrígido a partir do Corvo é um improviso de última hora que não vai resolver o problema. E de acordo com as declarações do presidente do Governo Regional veiculadas na comunicação social, só agora é que o governo está em conversações com o comando militar para equacionar uma operação de abastecimento de bens essenciais por via aérea.

Estas soluções já deviam estar todas preparadas para serem implementadas antes da rotura dos stocks.

A conclusão da reconstrução do porto comercial das Lajes das Fores está ainda a vários anos de distância, por isso o Governo Regional tem que apresentar soluções duradouras para o abastecimento regular da ilha das Flores, em condições meteorológicas favoráveis, mas também tem que ter as soluções prontas para situações de condições meteorológicas adversas, porque elas podem acontecer a qualquer momento, e o acesso a condições de vida com os padrões do século XXI nas Flores – como a acesso a gás – não pode estar dependente das condições meteorológicas.

O Governo tem que ser claro com os florentinos e explicar todos os mecanismos que tem ao seu dispor, e em que condições vai acionar cada um destes mecanismos. Só assim será possível reduzir a incerteza de quem vive na ilha Flores.

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