Falta de meios da RTP Açores deixa visita de Catarina Martins à Terceira fora do telejornal

A ausência da RTP Açores num evento realizado pelo Bloco de Esquerda Açores no passado sábado, na ilha Terceira, que contou com a presença, não só de Catarina Martins – porta-voz daquele que é o terceiro partido com maior representação parlamentar na Assembleia da República – mas também de alguns dos maiores especialistas do País no estudo da pobreza e das desigualdades sociais, um problema que afeta os Açores de maneira particular, coloca em evidência, mais uma vez, a absoluta urgência de haver um investimento sério nos meios técnicos e humanos dos centros de produção da RTP/Açores.

De acordo com informações prestadas pela RTP Açores, todos os meios técnicos próprios da RTP, assim como das empresas privadas de produção audiovisual a quem a RTP habitualmente recorre para dar resposta à cobertura de eventos de atualidade para o telejornal, estiveram mobilizados para a transmissão em direto da final do campeonato nacional de ténis de mesa.

Quando uma transmissão em direto de um jogo de ténis de mesa esgota os meios técnicos disponíveis na ilha (próprios e externos) do segundo maior centro de produção da RTP nos Açores durante praticamente um dia inteiro, isto só pode significar que há uma situação insustentável de falta de meios técnicos que urge resolver através de um investimento imediato.

A situação não é nova. Pelo contrário, arrasta-se há demasiado tempo, e o Bloco de Esquerda tem chamado a atenção para este problema com frequência. Não está em causa apenas o desrespeito e a injustiça de não ter havido cobertura a esta iniciativa do BE em particular, mas o esquecimento a que muitas iniciativas importantes são votadas pelo serviço público regional de rádio e televisão, pelo simples facto de não haver meios técnicos e humanos suficientes.

Quantos eventos e iniciativas com importância política, cultural, social e económica ficarão fora do conhecimento dos açorianos e açorianas por falta de meios nas delegações da RTP nos Açores da Terceira e Faial, e pela falta de correspondentes em várias ilhas do arquipélago?

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