Falta de professores e falhas no transporte escolar causam problemas no arranque do ano letivo

A falta de professores e os problemas no transporte escolar provocaram o caos na vida de muitas famílias no arranque do ano letivo. Em relação a problemas estruturais da Educação, o Bloco defende que é preciso fazer um investimento muito maior para que os Açores recuperem do atraso histórico que ainda persiste. 

No debate de urgência sobre Educação, hoje, no parlamento, António Lima alertou para o problema da falta de professores. Neste momento existem 202 vagas abertas na Bolsa de Emprego Público dos Açores. 

O Bloco insiste que é preciso criar um apoio aos professores deslocados, para permitir maior mobilidade dos professores e para que seja possível não só fixar os professores nos Açores, mas também atrair professores do continente. 

Recorde-se que a direita rejeitou a proposta do Bloco que atribuía entre 150 a 500 euros por mês aos professores deslocados. A ausência de um apoio regional aos professores deslocados coloca a Região numa situação de desigualdade em relação ao continente e vai agravar o problema de falta de professores nos Açores. 

Os apoios criados pelo Governo são muito insuficientes e abrangeram apenas 11 professores. “Uma gota de água”, afirmou António Lima. 

Sobre os problemas no transporte escolar, o deputado aceita que “é normal haver falhas nos primeiros dias de uma nova operação de transporte, mas não é compreensível que os problemas persistam durante tanto tempo”. 

Em agosto, o Bloco já tinha alertado para os problemas que podiam surgir com o transporte escolar no início do ano letivo, mas o Governo ignorou o problema, o que levou muitas escolas a ter que contratar o transporte escolar à pressa, e em muitos casos os alunos ficaram mesmo sem conseguir chegar à escola. 

O Bloco receia que com o início das aulas do ensino secundário a situação poderá piorar. 

Sobre os manuais digitais, António Lima assinalou que, mais uma vez, há atrasos na entrega dos equipamentos aos alunos e que o Governo já devia ter tornado público o estudo independente sobre os impactos da utilização dos manuais digitais. 

O Bloco voltou a alertar para situações em que ainda não foi atribuído o devido acompanhamento a alunos com necessidades educativas especiais, apesar de cumprirem todos os requisitos comprovativos de incapacidade. 

António Lima defendeu a necessidade de haver mais investimento na Educação, e apresentou dados comparativos com a Madeira, que, apesar de ter menos alunos do que os Açores, tem mais professores e mais pessoal de ação educativa, e apresenta resultados acima da média nacional, ao contrário dos Açores que, apesar de alguma melhoria, se mantêm com resultados abaixo da média nacional nos principais indicadores. 

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