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Governo Regional apoia Grupo ASTA e esquece direitos dos trabalhadores

 

A líder do Bloco de Esquerda/Açores acusa o Governo Regional de beneficiar o Grupo ASTA com dinheiros públicos, perdões e facilidades, deixando os trabalhadores e trabalhadoras ao abandono, e esquecendo os seus direitos.

“Há uma política de dois pesos e duas medidas: de um lado está o Grupo ASTA Atlântida, a quem tudo foi dado – terrenos, mais de 10 milhões de euros de dinheiros públicos, alteração do PDM de Ponta Delgada, perdões e facilidades – para a concretização dos seus projectos, e do outro lado estão 50 trabalhadores, na sua maioria mulheres, a quem a ASTA deve cerca de 100 mil euros – dois mil euros a cada – em subsídios de férias e de natal, e dois meses de ordenado”, denunciou Zuraida Soares, que se encontrou esta manhã com um grupo de trabalhadoras, junto ao SPA das Furnas – um dos investimentos do Grupo ASTA.

O Bloco de Esquerda considera inadmissível que uma empresa que não cumpriu um único compromisso assumido, e que recebeu dinheiro de todos os açorianos, esteja há dois anos sem pagar o que deve aos seus trabalhadores. Além disso, o Grupo ASTA recebeu dinheiro da Segurança Social para entregar aos trabalhadores, mas ficou com ele nos bolsos, denunciou também a coordenadora do BE/Açores.

Mas a negligência do Governo Regional não fica por aqui: a queixa formal entregue pelos trabalhadores e trabalhadoras da ASTA na Inspecção Regional do Trabalho, nunca obteve qualquer resposta, e as várias perguntas escritas feitas pelos deputados do BE sobre esta matérias não receberam uma única resposta clara, transparente e precisa

O Governo Regional segue, assim, a receita do PSD no continente: acabar com as Parcerias Público-Privado (PPP) é muito difícil, porque os contratos são impossíveis de se romper, mas rasgar os compromisso com os trablhadores – como a atribuição dos subsídios de férias e de natal – pode ser feito de um dia para o outro.

“Esta política de dois pesos e duas medidas é imagem de marca do PS e PSD, seja no continente, seja nos Açores”, disse Zuraida Soares, acusando o Governo dos Açores de não ter qualquer sensibilidade social.