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Governo Regional dá sinais de desorientação que provocam incerteza e insegurança

O Bloco de Esquerda considera que o Governo Regional está desorientado na gestão dos testes para quem chega do exterior, na preparação do próximo ano letivo e na falta de garantias de proteção do emprego e do salário nas empresas que recebem apoios públicos, uma situação que está a gerar insegurança e falta de confiança por parte das pessoas.

“A falta de um plano de recuperação das consultas e cirurgias que ficaram por realizar devido à pandemia, a desorganização na gestão dos testes à Covid-19 para quem chega do exterior da Região, a não valorização das carreiras dos profissionais de saúde, a enorme incerteza sobre como será o próximo ano letivo nas escolas, a falta de garantias de manutenção do emprego e do salário nas empresas que vão receber apoios públicos, demonstram desorientação por parte do Governo Regional e geram insegurança e falta de confiança nas pessoas”, disse hoje António Lima, no parlamento.

O deputado salienta a “responsabilidade e sentido de serviço público” do BE “na luta contra esta pandemia e na procura de resposta à crise social”, mas diz que não pode “deixar de levantar a voz quando a atuação do governo mostra pouca clareza nos objetivos e na sua concretização, minando a segurança e a confiança, essenciais neste período de incerteza”.

“Segurança e confiança são fatores chave para um processo de desconfinamento bem-sucedido”, afirma António Lima.

O Bloco de Esquerda assinala que “não se compreende de modo algum a enorme demora que existe na resposta aos testes à Covid-19 feitos aos passageiros que entram na região e que aqui fazem teste” e também “não se compreende que, apesar das promessas, não se realizem testes na Horta, ou no mínimo um forte reforço da capacidade e celeridade de resposta nos laboratórios existentes”.

Sobre a educação, as respostas do Governo são apenas generalidades: “Nem a uma pergunta crucial e tão simples como seja a existência, ou não, de desdobramento de turmas o governo é capaz de responder. Como podem pais, professores e alunos confiar no Governo desta forma?”, questionou o deputado do BE.

Sobre os trabalhadores, António Lima lembra que o BE propôs “a garantia de manutenção de todo o emprego e salário dos trabalhadores do setor privado das empresas apoiadas”, mas a resposta do governo “foi uma explicação redonda que nada garante”.

“Ninguém pode ficar para trás! Este tem que ser o lema das medidas de resposta à crise económica provocada pela pandemia. Mas, infelizmente, as políticas do Governo Regional são contraditórias”, concluiu o deputado do BE.