Jessica Pacheco propõe a criação de salas de consumo assistido na Ribeira Grande, uma solução que tem tido bons resultados noutras cidades do país no combate à toxicodependência. Retirar o consumo das ruas melhora a vida de toda a sociedade, facilita a intervenção dos profissionais junto dos toxicodependentes e permite uma atuação mais rápida das autoridades na identificação das novas substâncias que estão a circular.
Em declarações após uma reunião com o presidente da Junta de Freguesia do Porto Formoso e Luís Pacheco– técnico responsável pelo projeto de prevenção da toxicodependência naquela zona da costa norte da ilha de São Miguel – a candidata do Bloco à autarquia da Ribeira Grande alertou que é importante começar a olhar para a toxicodependência como uma questão de saúde.
O primeiro passo que é preciso é retirar o consumo e o acompanhamento das ruas, criando melhores condições para uma intervenção multidisciplinar juntos dos toxicodependentes.
“Se eu tiver um problema de saúde, eu não quero ser tratada na rua”, explicou Jessica Pacheco, por isso defende que é importante avançar com a criação de salas de consumo assistido.
Além de retirar o consumo de droga das ruas, as salas de consumo assistido, com a presença de profissionais de saúde, vão levar à redução da transmissão de doenças, à redução das situações de overdose, e à identificação mais rápida das substâncias que estão a circular, permitindo agilizar o combate à sua propagação.
Estas salas de consumo permitem também uma intervenção multidisciplinar, que pode garantir o apoio médico, psicológico e social, quer aos toxicodependentes, quer às suas famílias.
“Temos pessoas a consumir na rua, e isto não é bom nem para os toxicodependentes, nem para a sociedade em geral”, explicou Jessica Pacheco, que salienta que é preciso “dar dignidade a estas pessoas e caminhar num sentido mais positivo”.
A candidata salientou que já existem salas de consumo assistido em Lisboa e no Porto e que os resultados têm sido positivos, e lembrou que “na Ribeira Grande os resultados do combate à toxicodependência não são nada bons e se mantivermos as mesmas políticas, não vamos ter resultados diferentes”.