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Obras atrasadas e derrapagens orçamentais são cada vez mais a regra dominante nos Açores

“As obras atrasadas e que sofrem derrapagens orçamentais são cada vez menos uma excepção e cada vez mais a regra dominante nos Açores”. A acusação foi feita hoje num voto de protesto do BE que recebeu o apoio de todos os partidos da oposição.

A deputada do BE, Lúcia Arruda, apontou a ilha Terceira como “a ilha das obras paradas, das derrapagens orçamentais e dos recordes de incumprimento de prazos de conclusão das empreitadas”, enunciando uma série de as obras que estão nestas situações: Biblioteca Pública e Arquivo Regional de Angra do Heroísmo, Parque de Exposições da Ilha Terceira, Laboratório Regional de Veterinária, intervenção na ribeira do Testo, e a Marginal de Angra do Heroísmo.

Estas situações levam ao desperdício de dinheiros públicos – dinheiro que é de todos os Açorianos – em benefício de apenas alguns, por isso, o BE levou ao parlamento açoriano, já por diversas vezes, propostas para a alterar o Código dos Contratos Públicos na Região, por forma a garantir mais transparência e a redução do limite legal de trabalhos além do orçamento inicialmente previsto.

Todas as tentativas do BE para garantir esta maior transparência e para acabar com os “negócios para amigos” nos Açores, acabaram por ser rejeitadas no parlamento.