O parlamento aprovou hoje um voto de congratulação pelo estado da arte da investigação sobre o mar profundo nos Açores e respetiva comunicação ao grande público, apresentado pelo Bloco de Esquerda.
Na apresentação do voto de congratulação, o deputado António Lima salientou que o reconhecimento do enorme potencial que os Açores apresentam na investigação do mar profundo “implica também o compromisso político de considerar esta atividade como uma das linhas estratégicas prioritárias para o futuro”.
“A Região Autónoma dos Açores pode e deve assumir um papel central nesta demanda da humanidade. Não apenas pela sua localização privilegiada como ponto de acesso rápido ao mar profundo, mas sobretudo pela capacidade da sua comunidade científica, demonstrada nas últimas décadas, que urge incentivar através de um investimento sério na formação dos estudantes, nas carreiras profissionais dos investigadores, na capacitação técnica dos centros de investigação e no financiamento de projetos de pesquisa de interesse para a região”, refere o documento que foi aprovado por unanimidade.
O mar profundo é o ambiente oceânico situado a mais de 200 metros de profundidade e alberga formas de vida muito peculiares e ecossistemas que são ao mesmo tempo extraordinariamente resistentes às condições extremas onde se situam, e extraordinariamente frágeis em relação a certas formas de ação humana.
“Conhecemos mais sobre a superfície da Lua e de Marte do que sobre o mar profundo”, salientou António Lima, acrescentando que “no entanto, a ciência já comprovou que os ecossistemas de profundidade são de uma enorme importância para o equilíbrio ecológico do oceano e, por extensão, de todo o planeta, tendo chegado também à conclusão que o primeiro passo para poder conservar estes ecossistemas é conhecê-los”.
E nesta matéria, “a Região tem estado na linha da frente do estado da arte da ciência marinha a nível internacional”, o que “comprova a excelência do conhecimento acumulado, do rigor e do empenho de um conjunto alargado de pessoas, ao longo de muitos anos, que importa valorizar”, concluiu o deputado do Bloco de Esquerda.