Paulo Fontes, ex-militante do PS, é o cabeça de lista do BE/Açores pelo círculo eleitoral de São Jorge às próximas eleições legislativas regionais, assumindo o combate à desertificação da ilha como uma das suas principais prioridades.
“Uma das nossas maiores preocupações é a desertificação da ilha. Temos uma ilha envelhecida e muitas das pessoas que desapareceram de cá emigraram, porque não havia condições para viverem na ilha”, frisou, em declarações à Lusa.
Segundo Paulo Fontes uma das provas da desertificação de São Jorge é o facto de o número de deputados atribuído ao círculo eleitoral da ilha ter diminuído de quatro para três, nestas eleições legislativas regionais, em função do número de eleitores.
O assistente técnico, de 41 anos, integrou a Juventude Socialista e pertenceu ao secretariado do PS no concelho da Calheta, mas decidiu aceitar o convite do BE para encabeçar a lista pelo círculo eleitoral de São Jorge às próximas eleições legislativas, como independente, por defender políticas diferentes para a ilha.
“É importante que haja uma tomada de consciência dos jorgenses, no sentido de pensarmos se estamos a ter as políticas corretas ou não”, frisou.
O candidato, natural de São Jorge, defendeu um reforço de ligações aéreas e marítimas para ilha, para dar maior mobilidade aos residentes e atrair mais turistas.
“É necessário haver mais ligações aéreas ou que se utilize um avião maior. Quando chega a época alta e começam a circular mais pessoas, ficam poucos lugares disponíveis”, salientou.
No que diz respeito ao transporte marítimo de passageiros, Paulo Fontes considerou que é preciso reforçar as ligações com as ilhas do Triângulo (Pico e Faial), ao longo de todo o ano, e criar um novo triângulo no grupo central, com ligações às ilhas Terceira e Graciosa, para “promover o turismo de inverno”.
Ainda na área do turismo, o candidato propôs a criação de incentivos ao uso de produtos locais na restauração, a manutenção e divulgação de trilhos pedestres e a requalificação e criação de zonas balneares.
Na área da saúde, o candidato do BE defendeu o “aumento do tempo de permanência dos médicos especialistas na ilha”, alegando que se deslocam “poucas vezes por ano”, o que obriga a população a ir a outras ilhas para ter acesso às consultas.
Por outro lado, Paulo Fontes mostrou-se preocupado com o facto de os alunos da Escola Básica e Secundária da Calheta ficarem privados de um ginásio, no próximo ano letivo, devido às obras de construção do novo estabelecimento de ensino, situação que também condicionará a atividade de oito equipas de voleibol do Futebol Clube Calheta.
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Notícia Agência LUSA