Pedro Amaral apelou ontem ao voto no Bloco de Esquerda em Vila do Porto, salientando que “não é possível votar no mesmo e esperar diferente”. O candidato destacou a criação de conselhos municipais sectoriais com a participação da sociedade civil e a implementação de uma taxa turística municipal como ideias diferentes que o Bloco defende para melhorar Vila do Porto.
“Nós estamos aqui para ser uma força de desempate nas assembleias, para sermos uma força que recentra o debate, quando os outros, a única coisa que fazem, é passar culpas de um lado para o outro”, apontou Pedro Amaral, considerando que “as pessoas estão fartas desta forma de fazer política”.
O Bloco quer voltar a estar representado nos órgãos autárquicos de Vila do Porto para “gerar compromissos” e “dar o poder às pessoas”.
E isso passa por criar conselhos municipais sectoriais, que juntem à mesma mesa os intervenientes da sociedade civil em cada um dos setores, como “o comércio, o turismo, a habitação ou o mar”, exemplificou Pedro Amaral, valorizando o facto de ser “uma medida que tem custo zero”.
“Queremos que sejam os marienses a escolher o futuro da ilha em que vivem”, porque “a democracia não é um exercício de 4 em 4 anos, mas sim o exercício de dar o poder ao povo”, afirmou o candidato do Bloco de Esquerda.
Pedro Amaral defendeu também a criação de uma taxa turística municipal em Vila do Porto, que vai gerar uma receita superior a 100 mil euros.
“Essa taxa não afasta turistas e é uma questão de justiça que estas pessoas contribuam para o desenvolvimento da ilha que estão a visitar”, explicou o candidato, que lamentou que PS e PSD recusem esta taxa que vai beneficiar o orçamento da autarquia.
“Imaginem o que podíamos fazer pelos marienses com estes mais de 100 mil euros”, lançou Pedro Amaral.