O Bloco de Esquerda considera que o Plano Operacional do Governo Regional para o aproveitamento dos fundos europeus entre 2014 e 2020 nos Açores é, pela falta de coragem em abrir novos caminhos por parte do PS, mais uma oportunidade perdida para retirar a Região do marasmo económico em que está mergulhado.
Pela voz de Paulo Mendes, deputado do BE, estes caminhos para o desenvolvimento económico dos Açores foram apontados: “Preparar os Açores para o futuro exige, em nosso entender, iniciar desde já uma aposta decidida em dois vectores estratégicos e endógenos à Região. São eles o Mar e a situação geoestratégica dos Açores”.
Embora o Plano Operacional do Governo Regional contenha um conjunto de intenções e prioridades com que o BE concorda, faltam metas concretas e quantificáveis a curto e médio prazo, e comete-se o erro de insistir no mesmo paradigma económico, assente em baixos salários e produtos de pouco valor acrescentado, que não tem tido bons resultados.
No âmbito do fim das quotas do leite, cada vez mais perto, Paulo Mendes alertou para a falta de medidas sérias de compensação. “Este facto representa um apoio decidido da União Europeia às economias agrícolas mais poderosas da Europa em desfavor das economias mais débeis. É o resultado do liberalismo económico que só serve os grandes”.
O deputado do Bloco criticou ainda o investimento microscópico previsto para a reabilitação urbana para os próximos anos, lembrando que o PS tinha prometido que esta seria uma forte aposta no âmbito do novo quadro comunitário de apoio. “O governo não cumpriu a sua promessa, afinal o combate ao desemprego é retórica e não acção”, concluiu.