A deputada da Representação Parlamentar do Bloco de Esquerda lamenta que o Plano e Orçamento para 2013 seja uma continuação das políticas seguidas pelos governos regionais anteriores, lembrando que estas mesmas políticas não impediram, por exemplo, que o ritmo de crescimento do desemprego fosse superior ao resto do País em 2012: “Torna-se evidente, portanto, que as medidas de apoio à economia não tiveram o êxito esperado. Por isso, este Orçamento deveria reflectir uma corajosa alteração de políticas e não mais do mesmo”. (vídeo)
Zuraida Soares defende que a solução para atenuar a crise nos Açores, e salvar as empresas, passa pelo aumento do poder de compra das pessoas, porque seria a forma de dinamizar a economia. “Continuar a apoiar empresas que não conseguem vender os seus produtos ou serviços, nem sequer desembolsar os juros dos apoios, é um erro tremendo e dinheiro deitado à rua”, concluiu a deputada.
Assim, para aumentar o poder de compra das pessoas o BE defende a atribuição do subsídio de férias, o aumento do complemento regional sobre o salário mínimo em 10 euros, e o aumento do complemento regional de pensão em 15 euros para as pensões mais baixas.
Para provar que estes aumentos são possíveis, basta lembrar, por exemplo, as notícias da semana passada que dão conta de uma derrapagem financeira na construção da nova escola da Ponta Garça correspondente ao valor que seria necessário para o aumento de 15 euros mensais nas pensões de miséria. Perante estes 8,7 milhões de euros deitados ao lixo a deputada do BE concluiu: “Afinal, há dinheiro, mas não para o combate ao desemprego e para a dinamização da economia”.
“O sofrimento e a angústia que grassam, nas casas dos/as Açorianos/as, requerem urgência e coragem, nas medidas implementadas. Precisamos de outras políticas, já. Placebos acompanhados de boas intenções e juras de ‘tudo, mas tudo fazer’, à mistura com muita propaganda, não respondem à dor e à humilhação das pessoas”, disse Zuraida Soares dirigindo-se directamente ao presidente do Governo Regional.