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Plano Integrado de Transportes é essencial para o desenvolvimento da economia dos Açores

 

A principal candidata do Bloco de Esquerda às próximas eleições legislativas regionais, Zuraida Soares, defendeu a implementação de um Plano Integrado de Transportes aéreos, marítimos e terrestres para passageiros e mercadorias que permita uma articulação harmoniosa, racional e eficiente entre todos estes meios, assim como uma política de preços adequada.

A líder do BE/Açroes criticou o “tsunami de propostas” soltas e desarticuladas “só para eleitor ver”, que têm sido apresentadas pelos vários candidatos para a área dos Transportes, e considerou que enquanto não houver um Plano Integrado de Transportes nada passará de promessas vãs.

Zuraida Soares salientou que esta foi uma das primeiras propostas que o BE apresentou no parlamento, há quatro anos, e que o Governo, na altura, se comprometeu a cumprir a apresentação deste Plano. No entanto, nada foi feito.

Um Plano Integrado de Transportes vai permitir conhecer o que já existe, perceber quais são as necessidades da Região, e que investimento público será necessário para garantir melhores preços para passageiros e para as empresas.

A candidata do BE por São Miguel e pelo Círculo de Compensação acusou ainda a SATA de estar a servir-se dos açorianos, com o objectivo de tornar a empresa apetecível a uma futura privatização: “As empresas públicas devem estar ao serviço dos açorianos e das açorianas, e não o contrário”.

As pessoas estão serviço da SATA. O objectivo é tornar a empresa apetecível para uma futura privatização. As empresas públicas devem estar ao serviço dos açorianos e das açorianas.

No que diz respeito às low-cost, Zuraida Soares lembra que o espaço aéreo dos Açores está aberto desde 2004, e que estas empresas só não operam na Região porque consideram que não é rentável. O BE não aceita que se venha a entregar contrapartidas a estas empresas para operarem no arquipélago, considerando que qualquer investimento público deve ser feito na SATA, para que possa fazer preços decentes.

O cabeça de lista do Bloco pela ilha Terceira, Paulo Mendes, defendeu uma política que o passe social de transportes públicos deveria ser mais barato, defendeu mais e melhores carreiras de autocarro, assim como um maior número de ligações entre as freguesias e as sedes de concelho, para que o autocarro se torne numa verdadeira alternativa ao automóvel particular.

Paulo Mendes defendeu ainda a criação de melhores condições para a circulação de bicicletas nas cidades.

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