Processo de despedimento na Praia da Vitória tem que parar imediatamente para permitir diálogo que leve a solução

A Câmara da Praia da Vitória tem que parar imediatamente o processo de despedimento coletivo para que seja possível encontrar uma solução nos termos aprovados no parlamento – por proposta do Bloco – e com os quais o governo também se comprometeu.

Tendo havido um sinal claro do parlamento e do governo para um compromisso que permita salvar os trabalhadores da Cooperativa Praia Cultural do desemprego, a presidente da autarquia da Praia da Vitória só não vai encontrar uma solução para os cerca de trinta trabalhadores se não quiser.

Lamentavelmente, os sinais dados pela presidente da autarquia da Praia da Vitória em declarações à comunicação social parecem revelar uma teimosia e uma falta de vontade em encontrar uma solução para estes trabalhadores.

É fundamental parar já o processo de despedimento para permitir um diálogo entre todos os intervenientes. O Governo Regional tem de, desde já, dar cumprimento à resolução aprovada no parlamento e encetar conversações formais com a Câmara Municipal da Praia da Vitória e não  pode esperar pelo facto consumado dos despedimentos.

Recorde-se que na passada sexta-feira o parlamento aprovou por larga maioria – incluindo os partidos que integram o executivo autárquico da Praia da Vitória – PSD e CDS – uma proposta do Bloco que recomenda ao governo que identifique as necessidades de trabalhadores na administração pública regional na ilha Terceira e que se mostre disponível, junto da autarquia da Praia da Vitória, para integrar estes trabalhadores através de um processo de mobilidade.

No âmbito da discussão desta proposta o Governo afirmou estar de acordo com a proposta do Bloco e prometeu trabalhar numa solução para estes trabalhadores.

Antes disso, a presidente da Câmara da Praia da Vitória já tinha afirmado publicamente que este problema “ultrapassa a esfera municipal e tem de ser tratado com o máximo de responsabilidade entre as várias entidades competentes”.

O Bloco de Esquerda considera, por isso, que estão reunidas todas as condições para resolver assunto e impedir que cerca de trinta pessoas sejam despedidas.

Para isso, o Bloco reitera que é preciso reverter imediatamente o processo de despedimento, para permitir que todas as entidades envolvidas possam trabalhar numa solução, com responsabilidade e compromisso.

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