Processo de vacinação devia decorrer ao mesmo ritmo em todas as ilhas de acordo com critério de idade e condição de saúde

O Bloco de Esquerda considera que o ritmo da vacinação devia ser idêntico em todas as ilhas, seguindo os critérios relacionados com a idade com a existência de problemas de saúde. Este Governo recuperou a ideia do desenvolvimento harmónico, mas discrimina três ilhas no processo de vacinação – São Miguel, Terceira e Faial – porque têm um hospital. “Não é desenvolvimento harmónico deixar algumas ilhas para trás”, assinalou António Lima.

“Gostava de perceber como é que se faz desenvolvimento harmónico dizendo a três ilhas que, por terem um hospital, o seu processo de vacinação vai demorar mais do que nas outras. Isso não faz sentido”, disse o líder parlamentar do Bloco de Esquerda.

António Lima criticou ainda “as falsas expectativas” criadas pelo Governo acerca do envio de vacinas para os Açores pelos EUA.

“Ficamos todos expectantes, ao longo de meses, por um contentor ou um barril da América, mas essas vacinas que eram tão esperadas e que geraram uma falsa expectativa às pessoas, afinal nunca chegaram”, disse o deputado do Bloco.

António Lima considera mesmo que esta estratégia do governo “foi um embuste”, prolongado durante meses, que serviu apenas para disfarçar a falta de organização e as dificuldades de recursos humanos da Região, mas afinal “nem um saco de rebuçados da América chegou”.

Num debate realizado ontem no parlamento, o deputado do Bloco de Esquerda criticou ainda os atrasos do Governo na atribuição do apoio aos pais que tiveram que ficar em casa com os filhos devido ao encerramento das escolas: “há pessoas que perderam o ordenado de abril e de maio e ainda não receberam o apoio”.

“Este Governo devia perder menos tempo em disputas internas e dedicar mais tempo a resolver os problemas dos açorianos”, disse ainda o António Lima.

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