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Revisão da Lei de Finanças Regionais vai trazer duplo aumento de impostos aos Açores

 

“Parem de andar em campanha com slogans e falem da realidade da vida das pessoas, falem das ameaças que o Governo da Troika impõe a esta Região”. Foi assim que Zuraida Soares, principal candidata do BE às proximas eleições para o parlamento dos Açores, desafiou os candidatos do PS, PSD e CDS a pronunciarem-se sobre a dupla penalização que os Açores vão sofrer: “aos impostos que serão inscritos no próximo Orçamento de Estado – que serão revelados hoje pelo ministro das Finanças – irá juntar-se a revisão da Lei de Finanças Regionais, que vai aumentar os impostos nos Açores e, ao mesmo tempo, reduzir as transferências do País para a Região”.

Em declarações aos jornalistas, Zuraida Soares interpelou directamente os candidatos dos partidos da Troika – Vasco Cordeiro, Berta Cabral e Artur Lima – questionando quando pensam começar a falar em defesa dos açorianos sobre esta dupla penalização que ameaça a economia e o postos de trabalho na Região.

“Estas medidas vão trazer mais impostos para quem trabalha, mais desemprego, e mais miséria”, alerta Zuraida Soares.

Numa visita ao Centro de Formação Aeronáutica da SATA, a candidata do BE pelo círculo de Compensação e por São Miguel, defendeu o aproveitamento da importante posição geo-estratégica dos Açores para a criação de um ‘cluster’ de apoio à aviação civil. O embrião desta proposta está em Santa Maria, onde já existem infra-estruturas da ESA, da NAV e o Centro de Formação Aeronáutica da SATA.

“Para a concretização deste objectivo, é decisivo aproveitar a Base das Lajes para a criação de uma plataforma logística de aviação civil que dê resposta, por exemplo, à saturação das rotas existentes entre os continentes da Europa e da América”, disse Zuraida Soares, acrescentando que esta seria uma forma de potenciar, ainda mais, as estruturas já existentes em Santa.

O Bloco de Esquerda defende, assim, uma nova valência para a Base das Lajes com características não militares: “Não podemos continuar presos a tabus e a servir interesses políticos e militares que são alheios aos Açores. É preciso rentabilizar a nossa posição geo-estratégica, uma riqueza com que a natureza nos bafejou”.

A candidata do Bloco considera que esta é uma aposta que traz perspectivas de futuro, mais-valias para a Economia e emprego qualificado.