Se a AMISM está disponível para avaliar alternativas à incineração processo tem que parar já

Para que a disponibilidade da Associação de Municípios da Ilha de São Miguel para avaliar alternativas ao projeto de incineração “seja credível e não seja uma mera demagogia e uma manobra de diversão, o processo tem que parar já, para que todas as alternativas sejam colocadas em cima da mesa”, disse a deputada do Bloco de Esquerda, Zuraida Soares, após reunião com AMISM.

A deputada do BE deixou críticas a todo o processo de construção da central de incineração em São Miguel, um proceso que “começou pelo fim, e começou com os pés, não começou com a cabeça, nem com transparência, nem com democracia”.

“O Dr. Ricardo Rodrigues e o Dr. José Bolieiro estão disponíveis para avaliarem alternativas à incineradora. Agora? Depois de todo o processo estar decidido?”, questiona Zuraida Soares.

Zuraida Soares criticou o facto de toda a documentação que esteve na base das opções tomadas pela AMISM neste processo não estar ainda disponível ao público.

O presidente da AMISM, Ricardo Rodrigues, afirmou publicamente que a construção de uma central hídrica reversível pela EDA era condição ‘sine qua non’ para haver uma incineradora na ilha de São Miguel.

Mas hoje, confrontado com as afirmações claríssimas que o presidente da EDA fez ao Bloco de Esquerda, em que garantiu não haver certezas quanto à contrução desta central hídrica reversível, o presidente da AMISM mudou o discurso e diz que afinal “a condição ‘sine qua non’ deixou de existir, e que não há qualquer problema porque a EDA será obrigada a comprar a energia produzida”.

“A EDA diz que não tem tem capacidade para aceitar mais energia, mas a AMISM diz que a EDA vai ser obrigado a comprar a energia produzida pela incineração. É uma trapalhada. E quem vai acabar por pagar são os contribuintes”, lamentou Zuraida Soares.

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