Se o Governo não atuar de imediato será cúmplice dos despedimentos na na Câmara Municipal da Praia da Vitória

O Bloco de Esquerda considera que, depois do compromisso assumido no parlamento a semana passada pelo secretário regional das Finanças, se o despedimento dos trabalhadores da Cooperativa Praia Cultural se concretizar o Governo Regional será cúmplice da Câmara Municipal da Praia da Vitória.

O silêncio do governo, perante as declarações públicas feitas pela presidente da Câmara da Praia da Vitória durante esta semana é incompreensível.

De acordo com a autarca, o Governo Regional ainda não efetuou nenhum contacto formal com a autarquia, apesar de saber a urgência que há em parar os despedimentos, porque já amanhã será o último dia de trabalho para alguns trabalhadores se nada for feito.

Estas declarações são absolutamente contraditórias com aquilo que disse o secretário regional das Finanças a semana passada no parlamento, quando afirmou que o governo ia “encontrar uma solução com a Câmara Municipal da Praia da Vitória”, que ia “ajudar a resolver mais esta terrível herança do PS” e que o governo estava “a trabalhar com a Câmara Municipal da Praia da Vitória para encontrar soluções para aqueles que não prescindiram e não encontraram soluções para a sua vida profissional”.

Ou o governo estava a mentir no parlamento a semana passada, ou a presidente da autarquia da Praia da Vitória está a mentir agora.

É urgente que o governo se pronuncie rapidamente sobre este processo, sob pena de ser tarde de mais para 30 famílias se não o fizer.

Recorde-se que o executivo da Câmara Municipal da Praia da Vitória foi eleita numa lista do PSD e do CDS, partidos liderados pelo presidente do governo, José Manuel Bolieiro e pelo vice-presidente do governo, Artur Lima e partidos que votaram a favor da resolução do Bloco de Esquerda que procura travar o despedimento de cerca de 30 trabalhadores.

Portanto, com o apoio do parlamento, com a promessa feita pelo governo, com a vontade dos trabalhadores em encontrar uma solução, estão reunidas todas as condições para travar os despedimentos de imediato para dar lugar ao diálogo.

Como todos os partidos reconheceram no parlamento, o processo não é simples, mas é possível e está assegurada a legalidade do processo de mobilidade entre a administração local e a administração pública regional.

Para isso basta haver vontade de todas as partes. Neste momento, não parece haver vontade da parte da autarquia e o silêncio do governo fará com que se torne também responsável caso se concretize o despedimento de todos estes trabalhadores.

Share this