Suspensão temporária de apresentação de novos documentos para aceder ao Subsídio de Mobilidade é mera manobra eleitoral

A suspensão temporária da obrigação de apresentação de dados sobre a situação pessoal junto das Finanças e da Segurança Social para aceder ao Subsídio Social de Mobilidade é uma mera manobra eleitoral para tentar beneficiar os candidatos presidenciais da área do PSD. O Bloco considera que a apresentação destes documentos devia ser definitivamente eliminada e não apenas suspensa.

A decisão de suspensão desta obrigação, anunciada ontem pelo governo de Luís Montenegro “é uma pura manobra eleitoralista para enganar os açorianos e ajudar os candidatos da área do PSD, como Marques Mendes, Cotrim de Figueiredo e até António José Seguro, que também tem apoios nesta área”, apontou António Lima, em declarações à margem do plenário do parlamento dos Açores.

O deputado do Bloco alerta que esta questão do Subsídio Social de Mobilidade “vai ficar em ‘banho maria’ até às presidenciais”, mas depois “os açorianos vão ser castigados por este Governo da República, que sobre esta matéria já mostrou ao que vem”.

Ainda esta semana, no parlamento, António Lima acusou o Governo da República do PSD e do CDS de ter “a intenção de acabar aos poucos com o Subsídio Social de Mobilidade”, recordando que foi o executivo de Luís Montenegro que colocou um teto máximo no valor dos reembolsos e que restringiu o acesso a quem tem dívidas à Segurança Social ou às Finanças.

O deputado do Bloco reitera que os passageiros residentes nos Açores deviam pagar apenas 119 euros por bilhete no ato da compra e que este mecanismo devia ter a designação de “tarifa de residente” em vez de ser encarado como um subsídio.

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