O futuro do Faial depende da capacidade de atrair e fixar os nossos jovens. Para isso, “é preciso assumir uma visão clara: a ilha pode e deve ser um ecossistema de oportunidades, tanto culturais como económicas, capaz de oferecer qualidade de vida, emprego e participação cívica”, afirmou o Tomás Melo, candidato independente que lidera a lista do Bloco à Câmara Municipal da Horta.
“O Faial tem todas as condições para ser uma ilha de oportunidades. Cabe-nos agora investir com ambição e visão para que os jovens queiram ficar, regressar e construir aqui os seus projetos de vida”, defende o candidato.
Neste sentido, a autarquia da Horta deve contribuir para a criação de boas condições ao núvel do emprego, da habitação, da saúde, da cultura e do desporto.
Defendemos um investimento forte e contínuo na cultura, na vida urbana, criando ambientes onde os jovens se sintam integrados, inspirados e motivados a permanecer. O lazer, a prática desportiva e o acesso à cultura devem ser prioridades: desde a dinamização do Antigo Quartel dos Bombeiros e do Banco das Artes até reforçar a oferta cultural trazendo companhias de teatro e mais cinema à ilha.
Uma Semana do Mar reinventada pode ser um motor de participação ativa, dando voz aos jovens e envolvendo-os nas decisões que moldam o futuro do Faial. É fundamental promover a educação para a cidadania ativa e apoiar de forma consistente as associações culturais e desportivas, bem como parcerias com produtores e artistas locais para divulgar e valorizar a cultura do Faial.
Ao mesmo tempo, acreditamos que o investimento no desporto e nos clubes é essencial para promover hábitos saudáveis e criar uma comunidade mais unida.
Mas sabemos que só cultura e lazer não chegam. É urgente resolver a questão da habitação, garantindo licenciamentos mais rápidos e acessíveis para construções simples e sustentáveis, e avançar com novas soluções habitacionais que permitam aos jovens ter casa própria.
Também no setor da saúde, criar condições de vida atrativas ajudará a fixar bons profissionais, essenciais para a qualidade de vida na ilha.
Não basta apoiar o regresso a casa com uma ajuda mensal de 58 euros. O dinheiro, por si só, não resolve. É preciso fazer mais e melhor para tornar o Faial um destino de futuro para os jovens — onde se possa estudar, trabalhar, criar família, ter acesso à cultura, ao desporto e a uma vida urbana de qualidade.