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Voto do Bloco que condena ataque à Democracia no Brasil aprovado no parlamento dos Açores

O voto de pesar pelo ataque à democracia no Brasil através da invasão e vandalização das sedes dos poderes legislativo, executivo e judicial, apresentado pelo Bloco de Esquerda, foi aprovado esta manhã no parlamento dos Açores. O deputado do Chega ausentou-se da sala no momento da votação e o deputado independente Carlos Furtado (ex-Chega) absteve-se, enquanto todos os outros partidos votaram a favor deste voto que condena um ataque à democracia.

No passado dia 8 de janeiro, milhares de pessoas invadiram e vandalizaram os edifícios do Congresso Nacional, do Palácio do Planalto e do Supremo Tribunal Federal da República Federativa do Brasil, sedes dos poderes legislativo, executivo e judicial, que são as bases que suportam o Estado de Direito e a democracia.

“Este ataque aos pilares da democracia, que ocorreu no seguimento de protestos convocados por militantes da extrema-direita brasileira, na Esplanada dos Ministérios, procurava impedir o regular funcionamento das instituições e travar o processo de transição pacífica de poder que está em curso no Brasil como consequência do resultado de eleições livres e democráticas que ditaram a mudança de governo”, refere o voto apresentado em plenário pela deputada Vera Pires.

O parlamento dos Açores assinala assim que “a natureza violenta, destrutiva, irracional e antidemocrática deste ataque só pode provocar um sentimento de pesar e uma atitude de condenação por parte de todas as instituições democráticas”.

Na Assembleia da República, no dia 11 de janeiro, o voto de condenação à invasão e destruição das sedes dos poderes legislativo, executivo e judicial do Brasil foi aprovado por unanimidade, mas, no parlamento dos Açores, o Chega optou por não participar na votação e o deputado independente – anterior líder do Chega nos Açores – decidiu abster-se.