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Novas políticas, melhor futuro

No próximo dia 25 de Outubro realizam-se as eleições para a Assembleia Legislativa dos Açores. Este importante momento tem lugar numa situação particularmente difícil para os açorianos e açorianas, que sofrem, a par de todo o mundo, os efeitos da pandemia.

Aos perigos inerentes para a saúde, junta-se uma crise económica e social de grande profundidade, o que faz do atual momento das nossas vidas um momento de excecional gravidade e por isso muito mais exigente no que respeita às políticas públicas e às respostas que é necessário dar.

Neste combate, não podemos esquecer que quem mais sofre com a pandemia são os mais pobres. Estamos na região do país onde o risco de pobreza é o maior: cerca de 80 mil açorianos e açorianas vivem no limiar da pobreza (31,8% da população).

A situação que vivemos exige respostas sérias no que respeita ao reforço do Serviço Regional de Saúde mas também exige que se responda à economia e à defesa dos postos de trabalho e dos rendimentos de quem trabalha.

Enfrentamos uma urgência em várias vertentes, mas não podemos deixar de olhar o futuro dos Açores. A região vive uma regressão social preocupante como provam os indicadores sociais, a distribuição de riqueza e a fuga dos mais novos e mais preparados para fora da região.

Para além disso adensam-se os sinais e práticas de prepotência do poder socialista e da sua maioria absoluta, levando ao desplante de não aplicar uma lei da Assembleia Legislativa dos Açores. O Partido Socialista usa o aparelho administrativo como coutada sua.

Este quadro é o resultado da maioria do Partido Socialista, que há vinte e quatro anos governa a região. O PS e o seu governo perderam ambição e vontade de transformação; gerem a Região como forma a manter uma elite económica bem instalada, ao mesmo tempo que promovem o atropelo dos direitos dos trabalhadores favorecendo uma política de precariedade e baixos salários.

Perante este cenário, o maior partido da oposição (PSD) não tem qualquer projeto alternativo para os Açores. A pobreza de propositura do PSD na Assembleia Legislativa é por demais evidente e demonstra a sua incapacidade para ser alternativa.

Como o provam estes quatro anos, o Bloco de Esquerda foi a verdadeira oposição. Tem sido o Bloco de Esquerda a propor caminhos diferentes e novos para o desenvolvimento da economia da Região, para a transparência da vida pública, para o combate aos compadrios, para a defesa dos serviços públicos e seu reforço, para a defesa da igualdade de género, para a proteção do ambiente e do bem-estar animal.

Estes últimos quatro anos falam por si e ilustram estas afirmações. É com a experiência acumulada, onde o exemplo de Zuraida Soares é marcante, mas também com conhecimento, experiência e empenho de muitas mais pessoas, que nos apresentamos a estas eleições com a confiança do compromisso assumido com os açorianos e açorianas.

Sob o lema "NOVAS POLÍTICAS - MELHOR FUTURO", apresentaremos, nos próximos dias, aos açorianos e açorianas propostas concretas, que consubstanciam um caminho diferente para os Açores, um caminho de progresso, um caminho para vencer as enormes dificuldades do momento e atual e para construir um futuro melhor.