Na última campanha autárquica, Álamo Meneses deu razão às críticas que o BE teceu acerca do abate sistemático, e na maior parte dos casos totalmente evitável, de árvores no centro da cidade. Mas pouco, ou nada, fez durante o seu mandato.
A aplicação de glifosato durante anos, nas ruas de Angra do Heroísmo, poderá ter causado danos irreversíveis, ou talvez não. Contudo, e considerando o princípio da precaução, convinha procurar alternativas.
Álamo Meneses faz questão de assumir que tem 200 pessoas que prestam serviços na autarquia, ao abrigo de programas ocupacionais, e não é capaz de admitir que alguns desses «ocupados» se encontram a desempenhar funções de caráter permanente, ou que se de hoje para amanhã deixasse de contar com o trabalho destes 200 angrenses, a autarquia e seus serviços dependentes não teriam quaisquer problemas de funcionamento.
O conceito de uma cidade com gente que faz desse espaço cenário das suas vidas não é contrário ao desenvolvimento do turismo. Só quem não percebe a verdadeira natureza do turismo é que não vê qualquer problema em ter uma cidade, um concelho ou uma ilha quase desprovida de residentes.
A cidade de Angra do Heroísmo tem na mobilidade urbana um grande desafio. Os angrenses têm, claramente, três opções: continuar na mesma, facilitar estacionamento de automóveis particulares no centro histórico, ou priorizar a utilização de transportes públicos coletivos e outros meios de transporte individuais (por exemplo: bicicletas).