Tratar a raíz do problema

O concelho da Ribeira Grande tem vindo a assistir ao aumento de delitos, muitos deles provocados por pessoas com toxicodependência.

É sabido que a situação de pobreza e dificuldade em encontrar alguma satisfação pessoal e profissional são fatores responsáveis pela procura de substâncias que provocam um entorpecimento da realidade. Se antes da pandemia o número de toxicodependentes já era bastante evidente, agora e com as consequências deixadas pela mesma na vida das pessoas este problema disseminou-se.

É estranho que, ano após ano, a estratégia não mude e não se aposte verdadeiramente na resolução do problema. 

Onde se encontra o Plano Municipal de Prevenção e Combate às Dependências e os seus resultados? O que ficou feito do Centro Local de Intervenção de Toxicodependências? Quais os resultados da implementação deste centro? O que falhou o que precisa ser melhorado? Não basta falar num plano que fica na gaveta, é preciso colocá-lo em ação e mostrar resultados.

Não basta incentivar para o tratamento é preciso alterar as condições que contribuiram para a procura destas substâncias.

O pedido de reforço de policiamento é essencial mas não resolve o problema. A toxicodependência já existia, está disseminada e sem uma estratégia de mudança da condição económica e social destas pessoas não há tratamento que aguente.

Uma sociedade só se altera quando se implementam politicas proativas, assertivas e contributivas de uma mudança.

Por isso, a solução tem de passar obrigatoriamente pela elaboração e implementação de um Plano Integrado de Prevenção e combate à Toxicodependência no concelho, com apresentação dos respetivos resultados anuais de modo a melhorar as intervenções, exigindo rigor e transparência numa temática como esta.