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“Vasco Cordeiro celebrou antes do tempo os fundos europeus e sentou-se à sombra da bananeira”

Vasco Cordeiro fez a festa antes do tempo quando celebrou os fundos europeus para os Açores para os próximos sete anos. António Lima considera que ao partir do princípio que não haveria cortes no fundos estruturais, o Governo Regional sentou-se “à sombra da bananeira”. O Bloco de Esquerda não aceita que haja uma redução do POSEI e diz que “até à votação final não se pode baixar os braços”.

O primeiro candidato do BE às próximas eleições regionais acusa a Comissão Europeia de estar a tentar disfarçar os cortes nos fundos estruturais com os 750 mil milhões de euros do Fundo de Recuperação.

O Fundo de Recuperação é um apoio extraordinário para dar reposta à crise provocada pela pandemia e que não se irá repetir no futuro, enquanto os fundos estruturais que tiverem um corte agora vão ter efeitos negativos a longo prazo, porque serão o ponto de partida para a negociação do quadro comunitário seguinte.

António Lima diz que o próximo Governo Regional tem que ter “uma postura de exigência e de cooperação permanente com o Governo da República – que é quem faz a negociação na União Europeia – no sentido não ceder e não permitir que o POSEI possa ser uma moeda de troca para a aprovação final dos fundos”.

“A chamada bazuca europeia – o Fundo de Recuperação – não pode ser um tiro nos pés dos fundos estruturais”, alertou o candidato do Bloco.

Após uma reunião com a Federação Agrícola dos Açores, António Lima salientou a importância da agropecuária para a economia dos Açores e assinalou as dificuldades por que passa o sector do leite, principalmente desde o fim do sistema de quotas de produção.

O BE defende que os apoios europeus sejam dirigidos essencialmente para o investimento na melhoria da qualidade dos produtos, e para a diversificação agrícola, particularmente para a agricultura biológica.

O BE considera possível e importante o aumento do abastecimento das várias ilhas com produtos locais, que trará vantagens para os produtores – porque é mais uma fonte de rendimento – e para o ambiente – porque reduz o impacto da poluição dos transportes.

“Não precisamos de importar grande parte dos produtos agrícolas que importamos neste momento, porque eles podem ser produzidos nos Açores”, concluiu António Lima.