Ana Oliveira, apresentada hoje como candidata do Bloco de Esquerda à Câmara Municipal da Praia da Vitória, aponta a reabilitação urbana como um dos motores da dinamização da economia. A valorização económica da posição geostratégica da ilha Terceira enquanto ponto de ligação entre a Europa e a América, e o combate ao projecto de implementação da incineração na Terceira são outros pontos centrais da candidatura.
O BE deu a conhecer ainda o primeiro candidato da lista à Assembleia Municipal da Praia da Vitória – Vítor Parreira –, e o mandatário da candidatura – Aníbal Garcia.
“Não vale a pena construir, sem antes considerar a possibilidade de recuperar o que já temos”, disse Ana Oliveira, considerando que a reabilitação urbana é “um investimento estratégico que permitirá criar emprego e incentivar a fixação de jovens, não só na cidade, mas também nas freguesias do concelho”.
A candidata do BE anunciou também a intenção de criar uma bolsa de arrendamento a custos controlados, constituída por habitações recuperadas da autarquia e por privados, que tenham usufruído de obras de reabilitação, a cargo do município.
“A nossa posição geoestratégica privilegiada deveria criar emprego, dinamizar a economia e contribuir para a nossa autonomia. Todavia, a subserviência tem, somente, servido para destruir emprego, contaminar os solos e aquíferos do nosso concelho”, disse Ana Oliveira, defendendo a adaptação das infra-estruturas da Base das Lajes à utilização civil e comercial, dando resposta às companhias aéreas que procuram alternativas para sediar as suas bases de manutenção, dada a saturação do espaço aéreo europeu.
A luta pelos direitos dos trabalhadores da Base das Lajes também está no topo das preocupações de Ana Oliveira, que está determinada em defender justas indemnizações e contrapartidas sociais significativas para os trabalhadores e para a Região.
A candidata do BE à autarquia da Praia da Vitória, em linha com o que defende o candidato a Angra do Heroísmo, é frontalmente contra o projecto de implementação de incineração nos Açores e defende a realização de um referendo local que dê voz às pretensões da população sobre esta matéria.
“Os praienses e os terceirenses têm de saber que esta unidade de valorização energética (incineradora) será alimentada não só, com resíduos industriais perigosos mas também todo o tipo de resíduos que até aqui têm sido reutilizados e reciclados. Isto é, deita-se por terra a politica de gestão de resíduos defendido pelo próprio governo Regional”, critica, apontando alternativas: “tratamento biológico e mecânico de resíduos, com recurso à biometanização e com vermicompostagem, o que permitirá reaproveitar, por exemplo, os resíduos verdes para atividades agrícolas”.
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