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António Lima diz que “PS tem pavor de deixar de mandar em tudo” e pede mais força para o Bloco

“O PS tem pavor de deixar de mandar em tudo o que se faz nos Açores”, disse António Lima, no encerramento da campanha, hoje no Faial, em que apelou ao voto no Bloco para que o partido tenha “mais força e maior capacidade para a necessária transformação dos Açores numa região mais justa e mais desenvolvida”.

“Ao contrário do PS e PSD que se limitaram, cada um à sua maneira, a apresentar retoques à situação atual, o Bloco de Esquerda apresentou propostas concretas para a nossa vida coletiva e para a sua transformação”, disse o coordenador do Bloco de Esquerda.

António Lima insistiu na necessidade de se desenvolver um grande Centro Internacional de Investigação ligada ao Mar, no Faial, como ponto de partida para preparar os Açores para desenvolver conhecimento que permita uma economia avançada e ligada ao enorme potencial do mar dos Açores.

Não se trata de “mais um observatório com mais 2 ou 3 milhões de euros, defendido ontem, mais uma vez, por António Costa, mas que nunca sequer saiu do papel”, não se trata “de uma pequena instituição para complicar a vida das que hoje existem e competem entre si”, explica António Lima. “Precisamos de algo novo, com dimensão internacional que federe o que já existe”, conclui.

O líder do Bloco nos Açores salientou o facto de o partido ter apresentado, ao longo da campanha, propostas concretas para os principais problemas da Região: a fixação de médicos, a melhoria dos transportes, o combate à pobreza e desigualdades sociais, e o combate à precariedade.

“Vasco Cordeiro acena a cada dia com o papão da instabilidade para exigir uma maioria absoluta” porque “20 anos de poder absoluto fizeram o PS pensar que a democracia é algo que só existe de 4 em 4 anos, e que pelo meio manda o PS”, disse António Lima.

Aurora Ribeiro, candidata do Bloco pelo Faial salientou, na sua intervenção, que a candidatura do Bloco é a única que está atenta aos aspetos mais fundamentais da vida: “temos novas políticas para a terra, para o mar e também para a nossa saúde”.

“Solidariedade, inclusão, respeito pelas diferenças e pela vontade de cada um” e “contribuir de forma desinteressada para um futuro melhor onde todos possamos ser tratados com a mesma dignidade, independentemente do nosso género, origem, orientação sexual, profissão ou o que quer que seja”, é aquilo que o Bloco trouxe a esta campanha.

Sobre o Faial, Aurora Ribeiro defende o desenvolvimento do Centro de Investigação para as Ciências do Mar e Alterações climáticas, uma ideia com mais de 15 anos, de que o Bloco não desiste, e que pode “atrair pessoas, conhecimento, fundos e uma lufada de ar fresco na economia”.

Aurora Ribeiro aponta o aeroporto da Horta como um “dos dossiers políticos mais empoeirados da nossa ilha, onde se acumulam anos de discursos e nenhuma solução”. E exige “à república um aeroporto seguro e onde seja possível operar de forma mais eficiente”.