Bloco assume liderança na oposição em Ponta Delgada ao ser o único partido a votar contra o Orçamento do PSD

O Bloco de Esquerda votou contra o Orçamento de Ponta Delgada para 2022 porque não dá resposta às necessidades urgentes do concelho, particularmente na habitação, transportes e recolha de resíduos. O Bloco foi o único partido a votar contra este documento, colocando-se, assim, na linha da frente da oposição à gestão do PSD em Ponta Delgada.

Avelina Ferreira, deputada municipal do Bloco de Esquerda, criticou a falta de investimentos “para colmatar as grandes dificuldades que as pessoas encontram na busca de habitações a preços acessíveis” e a “falta de planeamento e de regras no que diz respeito ao licenciamento de Alojamentos Locais”, que também retiram habitações do mercado de rendas a longo prazo.

“No que diz respeito aos transportes, embora o PSD tenha prometido em campanha eleitoral a construção de uma central rodoviária para autocarros, confirma-se a sua ausência neste plano e orçamento. É de notar também a ausência de qualquer plano de expansão das rotas e dos horários dos minibus, ou de uma rede de ciclovias na cidade de Ponta Delgada”, disse a deputada municipal após votar contra o Orçamento.

Avelina Ferreira apontou ainda que “o investimento na recolha seletiva é claramente insuficiente” e alerta que “tendo em conta que a recolha seletiva de orgânicos tem de avançar até 2023 no cumprimento de diretivas europeias, estamos muitíssimo atrasados”.

O Bloco critica também o fim do Orçamento Participativo, que tem permitido a participação ativa e decisiva dos cidadãos na vida do município, e a continuada falta de transparência do Orçamento, que continua a incluir avultadas verbas sob a categoria de “outros”.

O facto de o Plano Municipal de Igualdade e Não Discriminação não ter uma verba alocada, estando subordinado ao Plano de Inclusão Social, que tem uma verba irrisória, foi outro dos problemas apontados por Avelina Ferreira neste orçamento.

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