Paulo Mendes, candidato à Câmara Municipal de Angra do Heroísmo, defende que as políticas educativas autárquicas devem pautar-se pela manutenção e requalificação das infraestruturas existentes e pela oferta de atividades extra-escolares de enriquecimento curricular das crianças do concelho que frequentam o ensino pré-escolar e do 1.º ciclo. Contudo, essa oferta não pode depender de empresas de formação que contam com trabalhadores precários e falsos recibos verdes.
O candidato do BE deixa críticas às políticas educativas do Governo Regional, que, ao longo dos últimos anos, tem optado pela concentração de investimentos em infraestruturas, incluindo o ensino pré-escolar e do 1.º ciclo, através da construção de mega-escolas, com vários ciclos de ensino, contribuindo não só para a desertificação das freguesias, mas também para a quebra de redes de apoio familiar que facilitam a integração das crianças nas escolas.
A crise que vivemos não se compadece com obstáculos burocráticos que condicionem a alimentação das crianças do concelho. Por isso, a autarquia, perante a inoperância do Governo Regional, deve garantir o acesso de qualquer criança, com fome, a um pequeno-almoço e a uma refeição quente por dia, mesmo em período de férias.
Paulo Mendes, defende, ainda, que a autarquia deve reforçar a dotação orçamental da 'Bolsangra' e alargar o âmbito do seu Regulamento, para que inclua aluno/as do ensino não superior.