Bloco quer acordar câmara e governo para devolver a Calheta às pessoas e não aceita esperar mais dez anos

“O Bloco quer a Calheta de volta e, acima de tudo, as pessoas querem a Calheta de volta” e “não queremos esperar mais 10 anos”, disse hoje a candidata do Bloco de Esquerda à Câmara Municipal de Ponta Delgada numa ação de campanha.

Acompanhada por outros candidatos aos órgãos autárquicos e por moradores da Calheta, Vera Pires assinalou o descontentamento do Bloco de Esquerda pela enorme demora na solução para a Calheta Pêro de Teive com a colocação de uma faixa em que se lê “A Calheta para toda a gente” e “não queremos esperar mais 10 anos”.

Vera Pires acusa o Governo Regional e a Câmara Municipal de Ponta Delgada de passarem uma década a “empurrar responsabilidades e a olhar para o lado”, e a querer deixar este problema adormecido.

Por isso, simbolicamente, os candidatos e moradores presentes fizeram barulho com panelas e instrumentos de percussão e gritaram “Queremos a Calheta para toda a gente”, para “acordar a Câmara Municipal e o Governo Regional para que, finalmente, e de uma vez por todas, desapareça daqui este campo de betão, que não serve a ninguém, e se transforme no que tinha sido prometido à população: um espaço público de qualidade para usufruto das pessoas”, explicou Vera Pires, em declarações aos jornalistas.

Vera Pires salienta o papel fundamental que o Bloco de Esquerda tem tido em não deixar o assunto ser esquecido: foi a partir de uma inauguração pública fictícia que Bloco de Esquerda fez do espaço da Calheta, há cerca de um ano, que o assunto voltou a estar na agenda política e que a câmara municipal finalmente avançou com a demolição das galerias comerciais.

Mas, infelizmente, o assunto encontrou um novo impasse: “a presidente da autarquia diz que a responsabilidade da câmara está concluída e que agora a responsabilidade é do Governo. O Governo, por sua vez, fala, agora, da realização de um concurso de ideias para decidir o projeto para o espaço público da Calheta”.

O Bloco de Esquerda não aceita esta posição do Governo Regional e lembra que o contrato estabelecido com o Fundo Discovery define claramente que a responsabilidade de criar o espaço público é da empresa privada, que vai beneficiar de ter mais um hotel naquela zona.

“Não queremos esperar mais dez anos. Não queremos continuar à espera de promessas que, se calhar, um dia vão ser concretizadas. Queremos que se concretize aquilo que foi planeado e que é uma obrigação da empresa a quem foi concessionado o espaço: a empresa tem que criar a parte pública deste projeto”, conclui Vera Pires.

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