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Bloco quer saber se Ponta Delgada está preparada para cumprir fim do uso de herbicidas com glifosato

Tendo em conta que a partir de janeiro de 2022, por proposta do Bloco de Esquerda aprovada no parlamento, passa a ser proibida a utilização de herbicidas com glifosato em espaços públicos para controlo de ervas espontâneas, a deputada municipal do Bloco de Esquerda, Vera Pires, quer saber se a autarquia de Ponta Delgada está preparada para implementar esta medida, que implica decidir sobre os métodos alternativos, e pode implicar a aquisição de equipamentos e formação para os funcionários.

Verificando que a autarquia de Ponta Delgada, apesar de ter já introduzido o método da monda térmica em alguns locais e ocasiões, mantém ao mesmo tempo a utilização de herbicidas, a deputada municipal do Bloco, num requerimento enviado hoje ao executivo camarário, pergunta quais os métodos de controlo e combate às ervas espontâneas utilizados atualmente, para além da monda térmica e quais os critérios de escolha e uso dos diferentes métodos.

O Bloco pergunta também se a autarquia ainda está a usar produtos com glifosato no arranjo e manutenção dos espaços públicos, para além da monda térmica, e se está definido um programa de ação definido com vista ao abandono total até 2022, do uso de herbicidas químicos no concelho.

Em fevereiro de 2016, a Assembleia Municipal de Ponta Delgada aprovou por unanimidade a recomendação apresentada pelo Bloco de Esquerda para “evitar o uso de herbicidas e, em particular, recusar a utilização do glifosato”.

Também por iniciativa do Bloco de Esquerda, foi aprovada no parlamento dos Açores, em setembro do ano passado, a proibição da utilização de produtos com glifosato em espaços públicos a partir de 1 de janeiro 2022, data em que termina o prazo de um ano para as autarquias e a Administração Pública se adaptarem aos métodos alternativos de combate às ervas espontâneas.