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Bloco recomenda que Ponta Delgada avance imediatamente com Plano Municipal de Combate às Alterações Climáticas

Bloco de Esquerda recomenda à autarquia de Ponta Delgada que elabore e implemente o seu Plano Municipal de Combate às Alterações Climáticas o mais breve possível. A proposta será apresentada e votada na próxima reunião da Assembleia Municipal.

A deputada do Bloco de Esquerda na Assembleia Municipal de Ponta Delgada, Avelina Ferreira, lembra que a Lei de Bases do Clima obriga as autarquias a ter um plano de ação climática aprovado até ao fim de 2023. Falta um ano e meio, por isso, é preciso que a autarquia comece a trabalhar já para cumprir este prazo.

“Sem um plano de combate e mitigação das alterações climáticas estamos a condenar o caminho que já devia estar a ser feito para se evitar a progressão destes fenómenos”, lê-se na recomendação que será apresentada pela deputada municipal do Bloco de Esquerda.

A proposta salienta ainda que “a resposta local é fundamental para promover um trabalho de proximidade com a população, esclarecendo e incentivando para a mudança na produção, consumo, utilização e eliminação de produtos, garantindo um caminho de economia circular”.

Na reunião da Assembleia Municipal que decorre na próxima sexta-feira, o Bloco de Esquerda vai propor também a implementação de medidas que promovam a biodiversidade e a proteção de polinizadores.

A polinização é essencial no processo de reprodução das plantas com flor, incluindo muitas das quais dependemos para alimentação, por isso, é fundamental implementar medidas concretas que promovam a biodiversidade e a proteção da população de polinizadores, assim como estratégias específicas para os espaços verdes da cidade.

Considerando que a autarquia realizou uma ação de sensibilização ambiental para jardineiros e colaboradores sobre o modo de atuação nos espaços públicos para a salvaguarda dos polinizadores, é fundamental que estas ações sejam inseridas no compromisso de Ponta Delgada se tornar uma cidade amiga dos polinizadores, implementando medidas como o cultivo de espécies de flores e plantas autóctones atrativas para os insetos polinizadores, a criação de uma rede de corredores ecológicos, a realização de sessões de educação ambiental sobre este assunto, e a integração destas preocupações nas políticas e instrumentos já existentes, nomeadamente no ordenamento do território, na construção de novas infraestruturas e na projeção da expansão das áreas urbanas e periurbanas.