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Hugo Bettencourt diz que dinheiro público que Angra atribui todos os anos à tauromaquia faz falta para apoios sociais

Hugo Bettencourt defende o fim do financiamento público à tauromaquia e diz que os 100 mil euros que a autarquia de Angra atribui todos os anos à organização de uma feira taurina faz muita falta, por exemplo, para os apoios sociais, que fazem a diferença na vida das pessoas.

Numa ação de campanha simbólica realizada em frente à praça de touros de Angra do Heroísmo, o candidato do Bloco de Esquerda considera que é preciso “repensar e discutir os apoios públicos à tauromaquia”, comparando estes valores com os apoios que a autarquia concede às atividades culturais e para os apoios sociais.

“Não há nada que comprove que os 100 mil euros aplicados pela autarquia na feita taurina têm retorno económico”, assinala o candidato.

Sobre a praça de touros, Hugo Bettencourt defende que deve ter outro destino: “a praça de touros deve passar a ter uma utilização com fins culturais e pedagógicos”.

E dá mesmo o exemplo da Praça de Touros de Azaruja, no Alentejo, que vai ser convertida num centro artístico e cultural. “Esse é o caminho a percorrer com a praça de touros de Angra do Heroísmo”, disse o candidato do Bloco, que acredita esta opção vai traduzir-se num “melhor aproveitamento económico e cultural” daquele espaço.

Hugo Bettencourt aproveitou ainda para criticar o projeto apresentado pela coligação que concorre à autarquia – PSD, CDS e PPM – por quererem construir uma cobertura para a praça de touros: “uma obra muito dispendiosa que não faz qualquer sentido”, diz o candidato do Bloco.