“Em 24 anos de governação do PS, muitas pessoas não tiveram estabilidade”, disse hoje António Lima, que apontou os números das listas de espera na saúde, os dados sobre pobreza e educação, e ainda a abundância de trabalhadores precários, como exemplos de milhares de açorianos a quem a maioria absoluta do PS não garante estabilidade.
“Ainda ontem, Vasco Cordeiro disse que era necessário estabilidade e segurança na crise que aí vem”, mas, apesar das sucessivas maiorias absolutas, o PS não tem garantido estabilidade.
“Quando há 13 mil pessoas em listas de espera no Serviço Regional de Saúde, estas pessoas não têm estabilidade nem segurança na sua vida. Quando 31,8% de pessoas em risco de pobreza, não há estabilidade. Quando há 27% de abandono escolar precoce, isso não é estabilidade na vida destes jovens. Quando há tanta gente com trabalho precário nos Açores, isso não é estabilidade”, disse António Lima.
O coordenador do Bloco considera que o “combate à precariedade e a melhoria dos serviços públicos” são as medidas que são necessárias para dar estabilidade à vida das pessoas, e “não proclamações”, como a que fez ontem Vasco Cordeiro na “tentativa de condicionar para exigir uma maioria absoluta”.
Depois de uma reunião com os representantes da Associação de Moradores do Bairro de Santa Rita, e de uma visita à zona dos antigos bairros americanos Nascer do Sol e Beira-Mar, a candidata do BE pela Terceira, Alexandra Manes, salientou a intervenção do Bloco de Esquerda no parlamento dos Açores nos últimos quatro anos, que contribuíram decisivamente para “resolver problemas concretos na vida das pessoas”.